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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

PERMITAM ESSA REMINISCÊNCIA - MEU VELHO PIANCÓ



Um piancoense saudoso da terrinha colocou, aqui no Face, essa imagem da Igreja de Santo Antônio, padroeiro de Piancó. De imediato veio a lembrança de minha infância e adolescência vividas na chamada Rainha do Vale, vale do Rio Piancó.
 
Nessa Igreja, eu fui coroinha, ajudando celebrar missa em latim, auxiliando os inesquecíveis Padres Manoel Otaviano e Luis Laíres da Nóbrega.
 
Nela, exerci também um trabalho burocrático, sendo escrivão do Livro de Registro de Casamentos e Batizados.
 
O Padre Manoel Otaviano, escritor, dramaturgo, professor de português, foi o responsável pelo meu despertar para a arte da escrita, inclusive seguindo fielmente a partitura gramatical. Já naquela época, as minhas redações em provas recebiam boas notas e elogios do ilustríssimo reverendo.
Bem ao lado da Igreja, havia um campo de peladas, onde a gurizada se divertia jogando futebol com a velha bola de borracha, pés descalços, em um gramado natural.
 
Depois da pelada, íamos para o rio, bem próximo, tomar banho, refrescar-se do calor intenso do Sertão e fazer outras inocentes presepadas daquela infância sem vícios e sem maldades. Mas, a rigidez dos pais não aceitava toda e qualquer brincadeira e o cocorote, o chinelo educador de minha santa mãe, quando não o cinto mesmo, comiam solto.
 
Muitos dos garotos eram bons no estudo e há muitos deles aqui em João Pessoa, hoje se destacando em áreas importantes para o Estado e do ponto de vista pessoal.
 
Por trás da Igreja ficava a pracinha, onde nos fins de semana e nas festas tradicionais fazíamos o footing e se namorava platonicamente.
 
São muitas as lembranças. Como disse antes, o tempo transforma as lembranças do cenário em imagens turvas, mas não apaga a saudade da infância e da adolescência bem vividas lá.
Na foto, a então Igreja Matriz de Santo Antônio.

Virgolino de Alencar

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