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sábado, 9 de fevereiro de 2019

O VELHO PIANCÓ

  
Refrão:
É de fazer pena
É de fazer dó
Os políticos afundaram
A cidade de Piancó


A maioria das ruas/tem nome de caneiros
Aprovado pela Câmara/porque são interesseiros!
Quando chega a eleição/é aquele desespero/trocando o eleitor/
Por cimento e por dinheiro


Piancó tinha cinema,/acho que você se lembra.
Um campo de aviação/esse foi para o Japão.
Uma usina de reciclagem./ Ta dentro do matagal
Tinha uma tecelagem,/essa não existe mais
Tinha uma Cibrasém/essa foi para o além
Bradesco e Caixa Econômica/isso ninguém mais encontra


A receita Federal/tá de Patos a Pombal
A usina de algodão/hoje é forró do pueirão
Os vereadores assinaram/um projeto outro dia
Esse foi lascando o pobre/com o talão de energia
Tirando da mesa deles/o pão de cada dia
A eleição se aproxima/eu não sei qual é o dia
A Câmara de vereadores/essa parece um metrô
Não faz nada pelo pobre/nem fala nem da valor


Tinha Basto do motor/com uma vara na mão
Acendia a luz da cidade/pra não ter escuridão
Já passou 50 anos/Piancó não mudou nada
Agora entrou João Bingo/com outra vara na mão
Acende a luz da cidade/pra toda população
Você só ver promessa/quando chega à eleição


Acabou a Cooperativa/IBGE e Funrural/onde o velho aposentava
O diretor era Joval
Acabou a Banda de Música/o Cabaçal ficou atrás
O que tinha em Piancó/você morre e não ver mais


Vou encerrar/,que minha saudação desejada
Do amigo Nêgo Lula/que faz da vida piada
Onde está parece um circo/só se ouvem as gargalhadas
E na mesa de um bar/é o rei da presepada.


Nêgo Lula


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