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quinta-feira, 30 de maio de 2019

A Fome e o Desemprego



A fome ainda é um tema proibido. Desde o início da civilização que o tema fome é discutido, mas sem nenhuma solução efetiva. A agricultura poderia ser o meio mais eficaz para se combater este mal. Políticas públicas não são planejadas no âmbito do Município para se erradicar de uma vez por todo, o problema da fome. As secretarias de Ação Social, Saúde e Agricultura, poderiam muito bem, desenvolverem projetos neste sentido. Mas a ociosidade e o comodismo, não deixam as cabeças dos titulares destas pastas, pensarem. E o problema continua!

Cooperativas, Associações Comunitárias [Urbanas e rurais], organismos públicos e privados, as escolas; poderiam se organizar através de Simpósios, e ver se dali saia alguma idéia para se combater a fome.

O aproveitamento de muitos alimentos que tem em suas cascas a maior parte das vitaminas, não é aproveitado. Às vezes por desconhecimentos. Outras vezes por puro comodismo e “nojo”.

O SESI, o SENAI, são organismos que se dispõe a dar aulas de orientações de como aproveitar melhor os nossos alimentos. Porque não conveniar estas entidades a, por exemplos, CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Prefeitura, Câmara de Vereadores, e Casa de Cultura?

Nós nos acostumamos a reclamar. Mas são reclamações que não levam a nada. Mesmo porque, quando somos chamados a encampar lutas para o progresso de nossa terra, esquivamo-nos e dizemos que não temos tempo para tal prática.

Tivemos um exemplo bem há pouco tempo, que foi quando a ex-professora e micro-empresária Carminha Vicente Leite Ferreira [filha do saudoso Antonio Vicente e de dona Terezinha], que organizou um pequeno grupo de pessoas e formou uma entidade denominada “Nossa Terra Solidária.” Não teve muito êxito! Por quê? Por culpa de Carminha?

Não! A culpa foi nossa mesmo. Porque ela se dispôs a entregar o seu comércio a terceiros, para disponibilizar o seu pouco tempo, para ensinar as pessoas a fazerem RENDA. A famosa Renda Renascença. E os “urubus” de plantão, começaram a imaginar que ela estava ali para colher dividendos políticos.

O empresário e agropecuarista Enoque Leite Gomes [da Pães e Massas Finas e Fazenda “Santa Clara"]; também foi mau interpretado quando se entregou de corpo e alma na organização da Associação de Caprinos e Ovinos do Vale do Piancó [hoje desativada]. Acharam que ele queria ocupar espaços para enveredar pelo campo da política.

Por isso que as coisas não funcionam e a fome persiste em nossa cidade. E para acompanhar a fome, vem o desemprego que consome as mentes das pessoas, levando-as a depressões profundas. Ocasionando a inadimplência no comércio local. Desorganizando muitos projetos pessoais e destruindo o nosso Município, e muitos lares.

O que fazer, para solucionarmos de uma vez por todas estes males que nos corroem e que nos afligem?  Será que rezar é o suficiente?

Programas sociais poderiam amenizar a fome e o desemprego. O que faz hoje o Governo Federal não pode ser exemplo para tirar o nosso Município deste atraso. Teriam os governantes, que planejarem melhor uma ação para solucionar o problema, e não para escondê-lo. Sabemos que muitos de nós hoje estamos vivendo graças a estes projetos do governo federal. Mas depois que ele deixar o governo, como ficarão as pessoas que hoje estão cadastradas? O caos será maior, pois se os programas fossem no sentido de instruir as famílias para se sustentarem, através de hortas comunitárias, artesanatos, cursos técnicos, etc., isso poderia ser bem aceito.

Não é a toa que muitos eleitores aproveitam os períodos eleitorais para explorarem os candidatos pedindo-lhe tijolos, telhas, dentaduras, óculos, etc. Eles sabem que depois de eleitos, nada mais será feito para a população. E o problema da fome e do desemprego ainda será o nosso grande desafio para este século que se inicia.

Antonio Cabral

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