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terça-feira, 21 de maio de 2019

Antônio Açôite

/Ainda menino afoito, entre os sete e oito anos, / 

/Conheci um “doido”, chamado Antônio Açoite. / 
/Hoje, para mim, era um lendário, um visionário. / 
/Mesmo assim, tinha medo, não dormia à noite. / 

/A minha mãe quando queria que eu fizesse algo/ 
/Dizia-me para eu cumprir e não deixar esquecido / 
/Senão chamaria Antônio Açoite para ele resolver. / 
/Então se instalava na minha cabeça um zumbido. / 

/Ele era um homem de estatura muito avantajada, / 
/Tratava a minha mãe como madrinha e devoção; / 
/Tinha na mão um cordão com a pedra amarrada, / 
/Seu brinquedo preferido que lhe causava emoção. / 

/Na minha rua, sempre passava no mesmo horário, / 
/E eu temerário, debaixo da cama esperava sua ida;/ 
/Não tinha outra saída, minha mãe muito atenciosa/ 
/O admirava e o respeitava, entendendo a sua vida. / 


João Pessoa, 03 de março de 2019 – 09h22min. 

José Ventura Filho
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