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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O Pistoleiro Luquinha




Luquinha foi o maior pistoleiro do Vale do Piancó e um dos maiores da Paraíba; quiça do Brasil.

Não se sabe, ao certo, o lugar em que ele nasceu. Uns dizem que foi em Aguiar; outros que em Boqueirão dos Cochos (hoje, Igaracy). Em qualquer das duas na qual tenha nascido, será, originariamente, de Piancó, porque ambas, na época do nascimento dele, pertenciam a Piancó.

Luquinha nunca foi preso. Isso gerou muitas lendas sobre ele: Que quando a polícia chegava ele se transformava em formiga; histórias de fugas espetaculares, em que fora cercado pela polícia numa casa, jogou um tamborete pela janela, atirou e saiu pela portas dos fundos... Enfim, histórias fantásticas e maravilhosas criada por um povo acostumado a criar fantasias, para enfrentar a realidade dura do sertão...

A verdade é que Luquinha, como tantos pistoleiro, era protegido e acoitado por donos de terras; grandes fazendeiros; daí, sempre se safar.


Luquinha... Que criança de Piancó não ouvia falar nele, em histórias contadas pelo pai (da criança)?
Luquinha, então, se multiplicou...


Não houve um só Luquinha; houve vários. Luquinha virou uma metonímia e hoje é parte da história da região.


(Essa crônica dedico ao meu amigo/parente/conterrâneo Marcello Piancó e ao também amigo do peito Francisco Pinto).


João Trindade 
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