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domingo, 15 de setembro de 2019

Piancó



Minha terra sem guerra
era a bodega de Nôzim
Era o Dé Aleijado
ouvindo o sax de Paizim

Era o governo do açude
querendo ser atitude
quando riacho é conselho
Era o ensaio em deleite
da banda do primo João leite
Servindo-me como espelho

Era o furor Beira Rio
Era o celeste arrepio
De disputar cada puta
Era um errar tão divino
Que começava em Dino 
e terminava em Xuxuta

Até a política, tinha outra crítica
outra estatística e outra maneira
tinha o bar de Beliza e a turma indecisa
Fez do cinema ladeira

Oh todas as colunas empreste
Com suas reticências
Montenegro ou outras tendências?
E a voz de Nitrozim anunciando assim
O féretro sairá das residências...

As seis horas Ave Maria 
E quando já era outro dia 
Eu caminhava elegante
Na loja de Eliezer
E lá no Anão Dedé
Bebia com Louro marchante

E quanta coisa maluca 
Aprendi em salão de sinuca
Com Jorge, Carão ou Puluca
Com Lula, Catrolha e com Fogoió
Tudo isso fez de mim um libelo
Em saber que depois do Marcelo
Ostento um fatal Piancó.

Marcelo Piancó

Obrigado minha terra e desculpe meus amigos.
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