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sábado, 18 de janeiro de 2020

Piancó e o voto secreto

Piancó, o Voto Secreto e o Professor Mesmo com a oficialização do Voto Secreto só tendo ocorrido em 1934, por ato do Presidente Getúlio Vargas, Piancó já teria iniciado essa prática, em 1916. A particularidade foi presenciada por várias testemunhas, no entanto o sucedido não teve nenhuma expressão.

Em 1912, Austreclino José de Oliveira, pernambucano da cidade de Triunfo, chegou ao povoado de Garrotes, onde adquiriu um sítio, objetivando residir com os seus familiares. Instalou uma loja de tecidos e nas horas vagas, lecionava em uma escola particular de sua propriedade.


Considerado um intelectual, dominador da língua portuguesa, do latim e do inglês, logo conquistou a simpatia de inúmeros alunos que moravam nas cidades próximas e convergiam ao ser estabelecimento, aumentando cada vez mais a sua fama e despertando a admiração da classe política.

O professor tornou-se figura obrigatória em todas as festividades e por diversas vezes manifestou o desejo de ingressar na vida pública. A concorrência, no entanto, o afastava desse sonho, época em que mandava em Piancó o deputado Felizardo Leite, Padre Aristides e Antônio Moreira, todos os representantes do mestre.

Eleição de 1916. No momento em que foi votar Austreclino José de Oliveira, ao ser perguntado pelo presidente da mesa; - A quem pertence o seu voto? A resposta veio original, sem qualquer constrangimento, - "Sou brasileiro, sou eleitor, o voto é livre, voto com a legalidade do título e com minha consciência. A urna dirá". Por ser considerado algo inaceitável para época, o voto acabou sendo anulado. Quem venceu as eleições foi o Padre Aristides. Divulgou-se que talvez Austreclino José de Oliveira, teria votado no Padre, mas devido a sua criatividade não soube ao certo em quem ele votou.

por Hosmá Passos, o poeta de Piancó e pesquisador em educação há mais de cinco anos.
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