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domingo, 9 de maio de 2021

Como esquecer?



Hoje me bateu uma saudade enorme,  do tempo que a nossa família morava no Piancó. E não poderia deixar de falar da nossa Fazenda Volta.  Guardo essa relíquia com muito carinho.

Fecho os olhos e vejo os meus filhos Ademar Filho, Joanna Paula e Olívia, à noite brincando em frente ao nosso Casarão, com a meninada da nossa rua. E eu ficava sentada na cadeira de balanço, recebendo à  brisa, e sempre em boas companhias, apreciando as brincadeiras das crianças, e muitas vezes até também participava. 

Na fazenda, era uma maravilha!!!!!!
Logo cêdo, as crianças levantavam e com um copo na mão, corriam para o curral, para tirar o leite de uma  vaca,  que o vaqueiro já deixava separada.

Ainda andavam de cavalo e tomavam banho na barragem. 
Faziam cozinhado debaixo das árvores, juntamente com os filhos dos moradores. Eles colhiam o feijão na roça, e eu só as via entrarem correndo para a cozinha, pra pegar a mistura e os temperos.

À  tardinha íamos todos colher o algodão, que era plantado perto da nossa casa. 
Eu tinha uma criação de Guinés, era a minha paixão. Era em torno de 120. Eu no finalzinho da tarde, ía colher os ovos com uma colher. Se tocasse com as mãos, os ninhos seriam abandonados. 

À noite, tinha um filho de um morador, por nome de Juarez,  que tocava muito bem violão. Aí era a minha vez. Eu ficava deitada na rede da varanda, com algumas famílias dos  moradores, até tarde da noite, cantando todas as músicas do meu repertório. 

Ademar já deitado, ficava me chamando pra dormir. Eu só respondia, já vou........  

Como esquecer,  meu DEUS.  Eu era feliz e não sabia!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gláucia Bronzeado
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